Papai era comunista; eu sou consumista.
Outubro 13, 2008
Hoje me permiti o execrável (por quê, afinal?) prazer do consumo. Sim, eu me satisfiz, saciei minhas frustrações numa longa tarde de passeio em shopping. Eu estava fora de mim, aquela não era eu, ou era uma parte que não assumo, eu transitava pela multidão feliz, entorpecida. Nada me incomodava e eu nem me achava medíocre por me sentir atraída pelas placas de liquidação. Até cantarolava o refrão das músicas que tocavam nas lojas. Num estado habitual, não gosto de multidões e não gosto de músicas que nos motivam a consumir. Só porque a Britney Spears emagreceu, voltou a tocar nas lojas de departamento, fazendo com que todas nós compremos e imaginemos que sobreviveremos a nós mesmas e à fatura do cartão de crédito.
Que tarde feliz!
Que noite vazia, mesmo eu tendo me enchido com o lanche da praça de alimentação…
