Versos livres para uma alma aprisionada
Janeiro 29, 2009
E eu que pensei que meu mal era amar
Pior que amar é ser amada e não amar
Os deuses mortos não amam
Não amar é que é a morte
Hades não amava Perséfone
Triste consorte
Não amar é vaidade
É aceitar o culto do escravo
Porque a alma dói pela eternidade
Com o altar vazio e o incenso do amor apagado
Mas também é vaidade
Acordar uma deidade do seu sono sepulcral
Triste do mortal que rompe esse portal
Não atravessa os vales levando o candeeiro,
Buscando o amor inteiro
De quem dele não tem a menor parte
Tua luz não iluminará o que é opaco
Não obriga as coisas a mudarem sua natureza
Muda-te a ti mesmo e pergunta-te por que pensas ser mais fácil acordar os mortos
Do que acordar-te da ilusão
Lívia Milanez – uma vaidosa
Fevereiro 2, 2009 at 4:55 am
O branco do leite reflete saciedade?
E um espelho no fundo do pires?
Alimenta sua vaidade?
Consegue ver o negro de tua íris?
Ou tem medo de ver alguma maldade?
Motivo de minha cobiça, Osíris.
Yin e Yang em uma mesma divindade.
Armadilha bem planejada.
Mesmo ao seu desapego material.
Não poderia prender sua luz em uma redoma dourada.
Mas já tenho minha luz artificial.
Sou movido pela curiosidade
É como botar fogo em pólvora
Disparate de mocidade
Que estejam todos cientes.
Provado em pesquisas recentes.
Seus sentimentos evanescentes.
Possuem esta mesma propriedade.
Move pedras com facilidade.
Mas também podem destruir a humanidade.
Vou cobrar patente.
Sob minha nova deidade.